Os trabalhos de júri do Grande Prémio de Romance e Novela não estão finalizados.
Conceição Oliveira
Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga APE | CM de Coimbra
📅 23 de Março 2026
Abertura de Concurso - Prazo de entrega de candidaturas: 17 de Abril de 2026
Encontra-se aberta a 6.ª edição do Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores, com o patrocínio da Câmara Municipal de Coimbra.
Este prémio, no valor de € 12.500,00, destina-se a galardoar anualmente, nos domínios da biografia, autobiografia, fotobiografias, diário e memórias, uma obra em português, de autor português, publicada em livro e em primeira edição no ano 2025.
Para efeito de candidatura, deverão ser enviados ou entregues cinco exemplares de cada obra para a sede da APE.
O regulamento para consulta pode ser consultado aqui
PATRÍCIA GOMES LUCAS
VENCE GRANDE PRÉMIO DE LITERATURA BIOGRÁFICA MIGUEL TORGA
O júri fundamentou a sua escolha nos seguintes termos:
«…O júri da VI Edição do Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga ‒ 2025, instituído pela APE (Associação Portuguesa de Escritores) e patrocinado pela Câmara Municipal de Coimbra, considerou as 27 obras a concurso, de acordo com o Regulamento.
O júri decidiu por unanimidade atribuir o galardão à obra Frederico Ressano Garcia – Urbanista e Político, de Patrícia Gomes Lucas (Imprensa Nacional, 2025), por considerar tratar-se de uma biografia notável, situada em contexto histórico muito bem documentado por fontes manuscritas e impressas, por iconografia e por vasta bibliografia, tudo muito bem estruturado, como desde logo fica claro pelo índice. A biografia de Ressano Garcia (1846 – 1911), incluindo a história da sua vida privada, retrata-o como urbanista responsável por muito do que persiste ainda do traçado da Lisboa finissecular a que se dedicou; a sua veia política situa-se ao mais alto nível, quer pelos cargos que desempenhou, quer pelo empenho que em todas as funções o norteou. Esta soma de elementos e de informações é fortemente valorizada pela escrita simples e correctíssima de Patrícia Gomes Lucas, fazendo do livro muito mais que uma soma de dados colhidos em documentação – antes proporcionando a quem lê a narrativa empolgante de uma figura maior da segunda metade de oitocentos e dos começos do século XX. O júri deste Prémio que honra Miguel Torga, formado por António Pedro Pita, Carina Infante do Carmo e Paula Morão, cumprimenta vivamente a autora deste livro modelar.»
O Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Coimbra, destina-se a galardoar anualmente, obras de autores portugueses, nos domínios como biografia, autobiografia, fotobiografias, diário, memórias, entre outros.
O valor monetário deste Grande Prémio é, para quem foi distinguido, de 12.500 euros.
A cerimónia de entrega do prémio terá lugar no próximo dia 4 de Julho, Dia da Cidade, pelas 15 horas, na Antiga Igreja do Convento São Francisco, em Coimbra.
📅 1 de Julho 2026
Nota Biográfica
Patrícia Gomes Lucas é licenciada em História (NOVA Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, 2010), mestre em História Contemporânea (NOVA FCSH, 2013) e doutorada na mesma área científica (NOVA FCSH, 2019). É investigadora integrada doutorada do Instituto de História Contemporânea. Tem estudado temas relacionados com história política, partidos políticos, eleições, representação, biografia e prosopografia. Foi distinguida em 2019, com Prémio Victor de Sá de História Contemporânea, em 2013, com Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho – Jovens Talentos: Poesia e 2014 com o Prémio Literário José Luís Peixoto.
📅 4 de Julho 2026
Cerimónia de entrega
©CM de Coimbra
MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA
VENCE GRANDE PRÉMIO DE CONTO BRANQUINHO DA FONSECA
Um júri constituído por Fernando Batista, Helena Carvalhão Buescu e João Miguel Henriques decidiu atribuir, por unanimidade, o Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca APE | CM de Cascais| Fundação D. Luís I, na 4.ª edição, ao livro Caçadores de Algas e Outros Contos (Glaciar/Escritaria), de Maria do Rosário Pedreira.
Pode ler-se na acta: «… O júri considera estar perante um singular volume de contos, constituído por narrativas com um poder e um fulgor sugestivos e comunicativos, conseguidos tanto pelo domínio literário assente em linguagens e redundâncias poéticas e num tom confessional, como pelo interesse sociocultural e mesmo simbólico proveniente da diversidade dos temas abordados, que em muitos casos surpreendem e inovam no actual panorama da ficção portuguesa. Do corriqueiro quotidiano à invenção irreal, é um diverso mundo que este volume traz à tona, e para o qual a autora nos transporta.»
O Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca, instituído em 2023, pela Associação Portuguesa de Escritores com a Câmara Municipal de Cascais e a Fundação D. Luís I, destina-se a galardoar anualmente um livro de contos em português. Na presente edição foram recebidas obras publicadas em 2025.
O valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de 12.500 euros.
A cerimónia de entrega do prémio realizar-se-á, em Cascais, com a presença da autora, e será oportunamente divulgada.
📅 9 de Julho 2026

Nota Biográfica
Maria do Rosário Pedreira licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Depois de uma breve passagem pelo ensino, que a influenciou a escrever para jovens, ingressou na carreira editorial, sendo hoje editora de literatura portuguesa. A sua obra iniciou-se pela ficção juvenil com duas colecções que foram adaptadas à televisão e venderam cerca de um milhão de exemplares. Embora tenha publicado um romance e contos dispersos em revistas e antologias, é sobretudo conhecida como poeta, tendo publicado quatro livros, hoje coligidos na sua Poesia Reunida, publicada pela Quetzal em 2012 e distinguida com o Prémio da Fundação Inês de Castro. Está traduzida em várias línguas e publicada em volumes independentes, revistas e antologias em diversos países. Tem participado em numerosos encontros de escritores em Portugal e no estrangeiro. É ainda autora de letras para fado e canções e publicou uma biografia de Amália Rodrigues para crianças. Tem um blogue dedicado aos livros e à edição, Horas Extraordinárias, que mantém desde 2010. Escreve regularmente crónicas para a imprensa, algumas delas reunidas no livro Adeus, Futuro, publicado pela Quetzal em 2021
Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca | Câmara Municipal da Cascais | Fundação D. Luís I
📅 20 de Março 2026
Abertura de Concurso - Prazo de entrega de candidaturas: 17 de Abril de 2026
A Associação Portuguesa de Escritores comunica a abertura da 4.ª edição do Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca, com o patrocínio da Câmara Municipal de Cascais e da Fundação D. Luís I, encontrando-se o prazo para apresentação de candidaturas aberto até ao dia 17 de Abril de 2026.
O Grande Prémio, no valor de € 12.500,00, distinguir anualmente uma obra de contos, escrita em língua portuguesa, publicada em 1.ª edição durante o ano de 2025. Não são admitidas a concurso obras póstumas nem obras de índole infanto-juvenil.
Para efeito de candidatura, deverão ser enviados ou entregues cinco exemplares de cada obra para a sede da APE.
Regulamento disponível para consulta aqui
Grande Prémio de Ensaio Manuel Gusmão
📅 5 de Setembro 2025
Um júri constituído por António Carlos Cortez, Carina Infante do Carmo e Manuel Frias Martins decidiu atribuir por unanimidade, na 3.ª edição do Grande Prémio de Ensaio Manuel Gusmão APE | Câmara Municipal de Évora | CIMAC ao livro Canções de Liberdade. A Política Cantada em Portugal e no Mundo (1964-1974) (Caminho), de Jorge Mangorrinha e Abel Soares da Rosa.
Com fundamentação pode ler-se na acta: «(…) é uma obra intelectualmente original, documentalmente útil e historicamente importante no que respeita ao conhecimento e à compreensão da cultural literária e musical do século XX.
«Canção de Liberdade» é o conceito historiográfico operativo que permite ao investigador Jorge Mangorrinha percorrer, ao longo de quase 500 páginas, canções revolucionárias, políticas e patrióticas que ganharam popularidade sobretudo a partir da década de 1960 em diversas partes do mundo.
O discurso poético e musical português daquele período é analisado no contexto de um movimento poderoso de resistência à barbárie e a favor da liberdade de expressão, pelo fim das guerras, etc. No chamado Lado B do livro, Abel Soares da Rosa providencia 50 páginas com uma seleção de 50 músicas e discos.
Canções de Liberdade. A Política Cantada em Portugal e no Mundo (1964-1974) é um excelente trabalho de investigação histórica, de recolha de material, de interpretação e análise do que foi uma parte importantíssima da existência cultural portuguesa durante a ditadura. A memória da força da palavra e da música tem neste livro um lugar de eleição. Escrito com elegância, e com a clareza que só o saber profundo pode gerar, este é um momento alto do ensaísmo português, merecendo indiscutivelmente o Prémio de Ensaio Manuel Gusmão (...)»
O Grande Prémio de Ensaio Manuel Gusmão, instituído em 2023, pela Associação Portuguesa de Escritores, patrocinado pela Câmara Municipal de Évora e CIMAC destina-se a galardoar anualmente uma obra de ensaio literário, em português e de autor português, publicada em livro. Nesta 3.ª edição concorreram obras editadas no ano 2024.
O valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de € 12.500,00 (doze mil e quinhentos euros).
A cerimónia pública de entrega do Grande Prémio de Ensaio Manuel Gusmão, será oportunamente, anunciada.
Nota Biográfica
JORGE MANGORRINHA
Arquitecto da Câmara Municipal de Lisboa. Professor universitário e orientador das investigações de suporte a teses de Doutoramento (Cátedra CIPSG de Estudos Globais, Centro de Estudos Globais, Universidade Aberta), depois de exercer a docência na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e no Turismo de Portugal. Percurso profissional e académico multifacetado na Arquitetura, na História, no Urbanismo e no Turismo, áreas em que cursou e obteve o grau, respetivamente, na Licenciatura, no Mestrado, no Doutoramento e no Pós-Doutoramento, e nas quais também tem exercido tecnicamente e como consultor. Escreve poesia para diferentes compositores e cantores. Mentor e autor dos discos gravados e editados (Viagens do Fado, 2016, e Fado à la Carte, 2019). Autor de estudos publicados em temáticas diversas, designadamente na Música, com Portugal 12 Pts. Festival da Canção (coautoria de João Carlos Callixto, Âncora Editora, 2018). Galardoado com o Prémio José Figueiredo 2010, pela Academia Nacional das Belas-Artes.
ABEL SOARES DA ROSA
Frequentou a Faculdade de Direito em Lisboa. Marketeer na IBM Portugal durante 36 anos. Apaixonado pela cultura pop, passando pelo rock’n’roll, música popular, jazz, blues, clássica e contracultura. Autor de Os Beatles, Discografia Portuguesa a 45 RPM (versão portuguesa, 2010; versão inglesa, 2011); Os Rolling Stones — Discografia Portuguesa a 45 RPM (com Jorge Nogueira e Pedro de Freitas Branco, 2011); Os Beatles Ilustrados — Os Beatles na Imprensa Portuguesa, 1963-1972, Revistas (vol. I, 2013; vol. II, 2014); Os Beatles Populares — Os Beatles na Imprensa Portuguesa 1963-1970; Jornais (2015), Os Beatles e a Censura em Portugal (Âncora Editora, 2020); Os Beatles — Aventuras Pop Portuguesas (Âncora Editora, 2022), Santa-Bárbara, Capista de Zeca (Lusitanian, 2023).
Fonte:https://leyaonline.com/pt/livros/historia-e-politica/europeia-e-mundial/cancoes-de-liberdade/?fbclid=IwY2xjawMmVKVleHRuA2FlbQIxMABicmlkETFBMzFwUklaS2RLN1V1YmJBAR5yCck-8Q0Q_6hPQboIEdB4K4a1KOnQZZTMx60UF99KNHa-jUDFZ85xu9yP6A_aem_66sWjGIjU3NkHKVsoAWidg
📅 15 de Abril 2025
O Grande Prémio de Ensaio Manuel Gusmão APE|CM de Évora, no valor de € 12.500,00, destina-se a galardoar, anualmente, anualmente uma obra de ensaio literário, em português e de autor português, em 1.ª edição, no ano 2024 até ao próximo dia 9 de Maio de 2025.
A sessão de entrega, em Évora, não pôde ainda realizar-se por razões apenas devidas ao patrocinador. A APE deseja vê-las superadas em breve.
Grande Prémio de Poesia Gil Vicente APE|CM de Guimarães
📅 1 de Julho 2026
INÊS LOURENÇO VENCE GRANDE PRÉMIO DE POESIA GIL VICENTE
Um júri constituído por Cristina Robalo Cordeiro, Daniel Jonas e Paula Mendes Coelho decidiu atribuir por unanimidade, na II edição do Grande Prémio de Poesia Gil Vicente APE|CM de Guimarães ao livro Casa de Nuvem (INCM), de Inês Lourenço.
O júri fundamentou a sua escolha nos seguintes termos:
«…o júri do Grande Prémio de Poesia Gil Vicente, 2026, entendeu consagrar a obra de Inês Lourenço, reunida sob o título «Casa de Nuvem» (Plural/INCM). Com uma carreira poética de grande e consistente qualidade, marcada por uma subtil lírica da urbanidade e da observação quotidiana, a obra de Inês Lourenço, há muito devedora do reconhecimento que este júri tem gosto em materializar, reúne um trabalho poético caracterizado por uma dicção elegante, amadurecida por anos das melhores leituras destiladas em pessoalíssima colheita, cuja decantação tudo aproveita e nada exclui: leituras, sensações, inacções, livros usados, óperas, filmes, divagações de várias latitudes. A sua súmula, a que a ordem cronologicamente descendente desta antologia vem dar novo alento, é expressão do triunfo, ainda que pírrico, da poesia sobre o mundo, aproveitado na sua mesquinhez para a alquimia da circunstancial, mas poderosa, beleza poética. Comprometida com o seu tempo e lugar, irónica e precisa, buscando no real os sentidos fracturados que servem a questionação tão elegante quanto precária, levantada a gotículas, enquanto memória tangível e não virtual de um delicado gosto que se faz vivo e observacional, esta poesia subsiste contra o tempo e reage contra as circunstâncias. Através de uma composição que vê na fissura não a sombra, mas a possibilidade para a luz, a poesia de Inês Lourenço há muito merece o nome dela.».
O Grande Prémio de Poesia Gil Vicente, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Guimarães, destina-se a galardoar anualmente Obras Completas de Poesia ou Antologias Poéticas de autor português. Na presente edição, foram admitidas a concurso obras publicadas em 2025.
O valor monetário deste galardão para o autor distinguido é de 12.500 euros.
A cerimónia de entrega do prémio terá lugar no próximo dia 10 de Julho, pelas 11h00, no auditório da Biblioteca Municipal Raul Brandão, em Guimarães.

Nota Biográfica
Inês Lourenço nasceu em novembro de 1942, no Porto, onde reside e se licenciou em Línguas e Literaturas Modernas.
Publicou desde 1980 títulos de poesia e de microficção. Integrou numerosas antologias e livros coletivos, e poemas seus foram publicados nos principais jornais e revistas literárias nacionais e em publicações de outros países.
Foi distinguida em 2023, como poeta, com a Medalha de Mérito da Cidade pela Câmara Municipal do Porto.
📅 7 de Maio 2026
Abertura de concurso – 2.ª edição
A Associação Portuguesa de Escritores anuncia abertura da 2.ª edição do Grande Prémio de Poesia Gil Vicente com o patrocínio da Câmara Municipal de Guimarães.
O Grande Prémio, no valor de € 12.500,00, destina-se a galardoar, anualmente, obras completas de poesia ou antologias poéticas de autor, de autor português, publicada em livro, em 1.ª edição, em 2025, e devem ser enviados ou entregues, cinco exemplares de cada título, até ao próximo dia 29 de Maio de 2026.
Regulamento disponível para consulta aqui
📅 10 de Julho 2026
©CM de Guimarães
Cerimónia de entrega
LUÍS FILIPE CASTRO MENDES
VENCE GRANDE PRÉMIO DE LITERATURA DE VIAGENS MARIA ONDINA BRAGA
O júri do Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga APE|CM de Braga, coordenado por José Manuel Mendes e constituído por Guilherme d´Oliveira Martins, Isabel Cristina Mateus e José Manuel de Vasconcelos, deliberou, por unanimidade, atribuir o galardão à obra Países Estrangeiros - Memórias e Viagens (Guerra & Paz), da autoria de Luís Filipe Castro Mendes.
Com fundamentação pode ler-se na acta: «…atribuir o prémio ao livro Países Estrangeiros – Memórias e Viagens, de Luís Filipe Castro Mendes, por considerar tratar-se de uma obra que, numa prosa de intensa expressividade literária, relata com mestria encontros, factos, situações, ambientes que ocorreram nas muitas viagens e estadas do autor no âmbito da sua actividade como diplomata, aliando a tudo isso, reflexões de ordem histórica, política, ética e social, e sempre aquela coloração emotiva que o tempo confere às memórias de uma vida..»
Nesta 9.ª edição da Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Braga, concorreram obras em português e de autores portugueses, publicadas no ano de 2025. O valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de 12.500 euros.
A data da cerimónia de entrega, a realizar em Braga, será oportunamente anunciada.
Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga APE | CM de Braga
📅 11 de Junho 2026

Nota Biográfica
Poeta, ficcionista e diplomata de carreira, nasceu em 1950. Ainda jovem, colaborou no Diário de Lisboa-Juvenil (1965-1967). Licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, em 1974, e teve actividade política antes e após o 25 de Abril, iniciando a carreira diplomática em 1977. Serviu como cônsul-geral no Rio de Janeiro e foi embaixador de Portugal em Budapeste, Nova Deli, UNESCO-Paris e, finalmente, junto do Conselho da Europa em Estrasburgo. Foi Ministro da Cultura entre 2016 e 2018. Publicou o seu primeiro livro, Recados, em 1983, seguido das obras Areias Escuras (1984), A Ilha dos Mortos (1991), O Jogo de Fazer Versos (1994), Correspondência Secreta (1995), Outras Canções (1998), Os Dias Inventados (2001), Lendas da Índia (2011), A Misericórdia dos Mercados (2014) e Outro Ulisses Regressa a Casa (2016). Em 2018 lançou Poemas Reunidos e, posteriormente, Voltar (2021) e As Manhãs que Não Conheces (2025). Tem obras traduzidas em alemão (Fremde Nahe, 2018) e em francês (Légendes de l’Inde, 2020), e uma colectânea publicada no Brasil (Poemas Reunidos, 1999). Recebeu vários prémios, incluindo o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, da APE (2021), o PEN Clube (A Ilha dos Mortos), D. Diniz da Fundação Casa de Mateus (O Jogo de Fazer Versos) e António Quadros, da Fundação António Quadros (Lendas da Índia).
📅 27 de Fevereiro 2026
Abertura de Concurso — 9.ª edição
A Associação Portuguesa de Escritores anuncia a abertura da 9.ª edição do Grande Prémio de Literatura Viagens Maria Ondina Braga, com o patrocínio da Câmara Municipal de Braga.
O Grande Prémio, no valor de € 12.500,00, destina-se a galardoar, anualmente, um livro de literatura de viagens, em português e de autor português.
Podem concorrer obras publicadas em 1.ª edição no ano de 2025, devendo ser enviados ou entregues cincos exemplares de cada título até ao dia 19 de Março de 2026, de acordo com o regulamento em vigor.
Regulamento disponível para consulta aqui
Cerimónia de entrega
📅 18 de Julho 2026
©CM de Braga
Grande Prémio de Romance e Novela APE|DGLAB
📅 27 de Abril 2026
Abertura de Concurso - Prazo de entrega de candidaturas: 26 de Maio de 2026
A Associação Portuguesa de Escritores comunica a abertura da nova edição do Grande Prémio de Romance e Novela APE|DGLAB.
Este prémio, no valor de € 15 000,00, destina-se a galardoar anualmente, um livro de carácter romanesco ou novelístico, em português e de autor português e em primeira edição no ano 2025. Para efeito de candidatura, deverão ser enviados ou entregues oito exemplares de cada título, até ao dia 26 de Maio de 2026, para a Sede da APE.
Regulamento disponível para consulta aqui
📅 9 de Setembro 2026
PATRÍCIA PORTELA
VENCE GRANDE PRÉMIO DE ROMANCE E NOVELA APE|DGLAB — 2025
O júri da 44.ª edição do Grande Prémio de Romance e Novela APE|DGLAB, coordenado por José Manuel de Vasconcelos e constituído por Ana Paula Arnaut, Cândido Oliveira Martins, Helena Carvalhão Buescu, Maria de Lurdes Sampaio e Salvato Teles de Menezes, deliberou atribuir, por maioria, o Grande Prémio à obra Manual para andar espantada por existir (Caminho), de Patrícia Portela.
A obra foi escolhida com os votos de Ana Paula Arnaut, Helena Carvalhão Buescu e Maria de Lurdes Sampaio. Os jurados Cândido Oliveira Martins e Salvato Teles de Menezes votaram na obra O fim dos Estados Unidos da América – Epopeia, de Gonçalo M. Tavares (Relógio d’Água).
Como fundamentação pode ler-se na acta: «... Manual para andar espantada por existir é uma belíssima homenagem e, simultaneamente, um notável exercício de escrita e de imaginação. Romance de estrutura complexa, bem urdida e surpreendente, revela uma agilidade que transborda dos limites da ficção dita clássica e uma extraordinária capacidade de fazer dialogar, com ironia e liberdade, diferentes tradições literárias, do romance inglês setecentista e de Saint-Exupéry até, entre nós, Almeida Garrett e o espírito surrealista. Mas é sobretudo na aparente e comovente simplicidade com que aborda questões profundamente filosóficas que o livro encontra a sua singularidade. Através do espanto perante o quotidiano, Patrícia Portela transforma o olhar e a atenção em formas de pensamento, interrogando o que significa existir e como nos relacionamos com o mundo. É um livro leve e simultaneamente denso, que nos convida a recuperar a capacidade de estranhar aquilo que a habituação tornou invisível, mostrando que a filosofia pode também nascer de gestos simples, da linguagem e da disponibilidade para nos maravilharmos com o facto de estarmos vivos. É justamente a partir desse exercício de atenção e de estranhamento que Patrícia Portela revisita José Gomes Ferreira, fazendo da sua escrita matéria viva de um romance que olha simultaneamente para o passado e para o presente. Ao recuperar essa voz, a autora não se limita a prestar homenagem ao criador de João Sem Medo: fá-la dialogar com o nosso tempo, reescrevendo a história do medo e da coragem no nosso mundo, e para o nosso mundo. E é nessa passagem do passado ao presente que o romance encontra uma das suas maiores forças: as palavras de então reaparecem hoje com uma perturbadora atualidade. Adequando ao contexto palavras de Eduardo Lourenço escritas há sessenta anos, o resultado é uma “prevista-imprevista torrente de prosa nova, sem frio nos olhos, livre até da obsessão da liberdade, supremamente desenvolta, através da qual não se contesta isto ou aquilo, apenas, mas um comportamento orgânico que, sob os nossos olhos, se desarticula; a falsa sublimidade de uma Ética que era uma máscara e que, nessas páginas, nos aparece como o que é: puro caos de valores, cobrindo a custo a nudez implacável dos ‘interesses criados’ e a desordem profunda da ordem sacrossanta”. Passadas seis décadas, estas palavras revelam-se hoje mais pertinentes do que no momento em que foram escritas, como se o tempo, em vez de as tornar obsoletas, lhes tivesse conferido uma nova e inquietante capacidade de interpelar o presente. É nessa extraordinária capacidade de fazer da memória matéria de criação, do espanto uma forma de pensamento e da literatura um modo de interrogar o nosso tempo que Manual para andar espantada por existir se afirma como uma obra singular e Patrícia Portela como uma das grandes vozes da literatura hipercontemporânea portuguesa.»
Pode ainda ler-se na referida acta a declaração de voto do jurado Salvato Teles de Menezes, que como se disse, votou no romance O fim dos Estados Unidos da América – Epopeia, de Gonçalo M. Tavares: «… O meu voto para a atribuição do Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB - 2025 recai em O Fim dos Estados Unidos da América, de Gonçalo M. Tavares, por considerar que, entre as obras apreciadas, é aquela que mais plenamente conjuga ambição literária, invenção formal, densidade conceptual e capacidade de interrogar criticamente o presente.
A representação de um país atingido pela peste ultrapassa largamente, neste romance, a narrativa de uma catástrofe sanitária. A peste constitui um dispositivo de desorganização da ordem social, política e cultural, através do qual se tornam visíveis as contradições de uma sociedade marcada pela desigualdade, pela polarização política, pela violência, pela concentração do poder e pela fragilidade das instituições. O «fim» anunciado pelo título deve ser entendido menos como o desaparecimento literal dos Estados Unidos que como a crise de um determinado modelo de organização social e política e, num sentido mais amplo, de uma determinada representação do mundo.
É neste ponto que o romance revela uma das suas qualidades maiores: a crise não constitui apenas o tema, determina igualmente a própria forma da narrativa. Não existe um ponto de vista único e estabilizador, uma vez que a representação se desloca continuamente entre posições espaciais, temporais, psicológicas e ideológicas diversas: passa-se da experiência particular das personagens à percepção mais ampla do colapso colectivo, do presente americano a referências míticas e trágicas, de uma posição ideológica a outra.
A instabilidade da perspectiva narrativa torna-se o equivalente formal da instabilidade do universo representado. A fragmentação das personagens, das vozes e dos pontos de vista não constitui mero expediente estilístico: reproduz a dificuldade contemporânea de apreender uma sociedade complexa como totalidade. A catástrofe é aquilo que acontece no romance, mas é também, em certa medida, aquilo que a própria estrutura do romance obriga o leitor a experimentar.
A esta dimensão acrescenta-se a extraordinária riqueza do universo simbólico construído por Gonçalo M. Tavares. Os Estados Unidos surgem como um espaço em que diferentes linguagens e códigos (políticos, científicos, económicos, tecnológicos, míticos e culturais) entram permanentemente em contacto e conflito, daí que a fronteira assuma uma importância particular. Não apenas a fronteira territorial entre os Estados Unidos e o México, mas também as fronteiras entre ricos e pobres, centro e periferia, ciência e mito, humano e não humano, ordem e caos. Todas elas se revelam permeáveis. Figuras como La Rosa ou Tirésias acentuam essa circulação entre espaços, tempos, identidades e códigos, mostrando como aquilo que uma sociedade procura manter nas suas margens pode regressar para perturbar e transformar o próprio centro.
É desta convergência entre dimensão histórica, invenção formal, densidade simbólica e fôlego narrativo que resulta, a meu ver, a singularidade de O Fim dos Estados Unidos da América. Gonçalo M. Tavares não se limita a imaginar o colapso de uma potência contemporânea: constrói uma forma narrativa capaz de fazer o leitor experimentar a própria dificuldade de compreender esse colapso. O romance torna-se, simultaneamente, alegoria histórica, experiência formal e laboratório de significações.
Entendo, por conseguinte, que O Fim dos Estados Unidos da América deve ser distinguido com o Prémio, pois trata-se de uma obra de excepcional ambição formal e narrativa, que reinventa elementos da tradição épica para construir uma sátira distópica do presente e faz da desagregação política, social e simbólica de uma potência uma reflexão mais vasta sobre a violência, o extremismo, a utopia e a fragilidade das civilizações. Entre a prosa e a poesia, a tragédia e o grotesco, o mito e a actualidade, Gonçalo M. Tavares constrói uma obra singular, de grande fôlego, cuja invenção literária excede largamente a circunstância histórica que lhe serve de matéria.
Quero, todavia, assinalar ainda o mérito de Manual para andar espantado por existir. É uma obra de manifesta originalidade, cuja aparência lúdica não deve ocultar a gravidade da interrogação que a sustenta. Nela, a literatura parece continuar a justificar-se pela capacidade de devolver às coisas, ainda que por instantes, a estranheza que possuíam antes de serem nomeadas. A sua natureza experimental, a liberdade da construção e a singularidade dos procedimentos utilizados tornam-na, porém, a meu ver, particularmente adequada a uma distinção especificamente orientada para a inovação literária, pelo que, sem alterar a fundamentação do meu voto, deixo qui essa nota elogiosa ao romance de Patrícia Portela.»
O Grande Prémio de Romance e Novela APE|DGLAB destina-se a galardoar, anualmente, um livro de carácter romanesco ou novelístico, escrito em português e da autoria de um autor português. Foi instituído em 1982 pela Associação Portuguesa de Escritores e é actualmente patrocinado pela Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Câmara Municipal de Grândola, Fundação Calouste Gulbenkian e Instituto Camões.
O Grande Prémio tem um valor monetário de 15.000 euros e foi já atribuído a 33 autores.
A cerimónia pública de entrega do Grande Prémio de Romance e Novela APE|DGLAB — 2025 será oportunamente anunciada.
Nota Biográfica
Poeta, ficcionista e diplomata de carreira, nasceu em 1950. Ainda jovem, colaborou no Diário de Lisboa-Juvenil (1965-1967). Licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, em 1974, e teve actividade política antes e após o 25 de Abril, iniciando a carreira diplomática em 1977. Serviu como cônsul-geral no Rio de Janeiro e foi embaixador de Portugal em Budapeste, Nova Deli, UNESCO-Paris e, finalmente, junto do Conselho da Europa em Estrasburgo. Foi Ministro da Cultura entre 2016 e 2018. Publicou o seu primeiro livro, Recados, em 1983, seguido das obras Areias Escuras (1984), A Ilha dos Mortos (1991), O Jogo de Fazer Versos (1994), Correspondência Secreta (1995), Outras Canções (1998), Os Dias Inventados (2001), Lendas da Índia (2011), A Misericórdia dos Mercados (2014) e Outro Ulisses Regressa a Casa (2016). Em 2018 lançou Poemas Reunidos e, posteriormente, Voltar (2021) e As Manhãs que Não Conheces (2025). Tem obras traduzidas em alemão (Fremde Nahe, 2018) e em francês (Légendes de l’Inde, 2020), e uma colectânea publicada no Brasil (Poemas Reunidos, 1999). Recebeu vários prémios, incluindo o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, da APE (2021), o PEN Clube (A Ilha dos Mortos), D. Diniz da Fundação Casa de Mateus (O Jogo de Fazer Versos) e António Quadros, da Fundação António Quadros (Lendas da Índia).
International Writing Program em Iowa City em 2013 e foi a primeira Outreach Fellow da Universidade de Iowa City. Lecciona com regularidade desde 2008 no Forum Dança e em diversas instituições culturais e universidades.
Fonte: https://caminho.leya.com/pt/autores/biografia.php?id=23260