José Correia Tavares
(1938-2018)
É com o mais profundo pesar que vos dou conta do falecimento do nosso dilecto Vice-Presidente da Direcção José Correia Tavares, na manhã de hoje, na sequência de um AVC, após internamento hospitalar desde 15 de dezembro.
O que devemos todos, enquanto Associação, ao trabalho que aqui empreendeu ao longo de uma vida, à sua afabilidade e energia, ao seu talento e apego às causas comum, é inestimável. A maior de todas as homenagens que podemos prestar-lhe, já dentro do que na saudade se fez dor, "mágoa sem remédio", será sempre preservá-lo, nos passos de uma evidência invulgar, no que melhor empreendermos no tempo em devir.
O corpo do nosso dirigente e fraterno amigo estará em câmara ardente na Igreja da Nossa Senhora da Ajuda (na Boa-Hora), amanhã, a partir das 19h00, realizando-se o funeral no dia 20 de Janeiro, às 12h30, para o cemitério do Alto São João, onde pelas 14h00 será cremado.
A APE expressou, momento a momento, a sua solidariedade à filha, Dr.ª Natércia, e as condolências, neste transe de luto, aos familiares.
Consternado, abraça-vos

José Manuel Mendes
Presidente da Direcção

Maria José Casado Fernandes Tavares
(1938-2018)
A Associação Portuguesa de Escritores, com o mais profundo pesar, leva ao conhecimento dos seus associados o falecimento da Dr.ª Maria José Casado Fernandes Tavares, esposa do seu Vice-Presidente Dr. José Correia Tavares, a quem é devida uma sentida homenagem, e, expressando a sua solidariedade a toda a família, informa que o corpo se encontra na Igreja da Boa Hora, decorrendo o funeral no dia 13, pelas às 12h30 terá lugar a Missa de corpo presente, com saída para o cemitério do Alto São João pelas 13h00, onde será cremada pelas 14h00.
                             José Correia Tavares

O José Correia Tavares era uma personalidade incomum. Não só pelos talentos, modos, trajectos criativos. Não só por essa dádiva sem fim à Associação que também ajudou a fundar. Num tempo hirsuto, ao lado de quantos, desde José Gomes Ferreira (à luz de Aquilino, entre mais), lhe deram a configuração que assumimos e prolongaremos no interior da comunidade cultural. Não só na arte de conceber, afeiçoar - sem nunca prescindir de um acurado sentido crítico -, pôr em movimento, na Sede ou fora dela, em vários lugares do quotidiano das Letras, projectos que honram a instituição à qual pertencemos. Digo, por exemplo, Grande Prémio de Romance e Novela e sei que, assim, torno peculiar a evidência do seu rosto: escrúpulo, critério, trabalho meticuloso, um jeito nas sessões que ninguém deixava ou deixará de destacar. Não, não só estes traços de uma jornada pública, tantas vezes sem que a procurasse ou dela fizesse o mínimo alarde.
O José Correia Tavares, Vice-Presidente da APE, exerceu com esmero e ético aprumo uma função nunca dissociada dos sócios, tanto na relação com cada um como na defesa dos interesses colectivos. Inclusivo, atento, generoso, acolhia quem chegava segundo uma regra de cordialidade sem cálculo. Acudia-lhes, quando necessário, a troco de nada: na revisão de um texto, nos juízos pertinentes sobre originais, nas soluções que encontrava para circunstâncias difíceis. Dou testemunho, o testemunho incisivo do velho companheiro, como podem dá-lo os membros dos órgãos sociais e, pelo convívio estreito, a Maria Seizete, a Paula Trindade, que aí estão, nas quais tanto me revejo também.
Tendo pertencido a numerosos júris, amiúde enquanto coordenador, adquiriu o prestígio do homem culto, competente, infatigável e sério cujas escolhas, pela clarividência e por uma ponderação buscando o melhor dos escritos sob escrutínio, acabavam por revelar-se as menos prescindíveis. Estivemos juntos numas quantas mesas de veredicto. Nenhuma dúvida no que afirmo. Como nenhuma dúvida tenho (apetece o plural: temos) a propósito das mil formas com que, aquém e além dos desacordos, quem não viveu essa experiência tão inerente à dialogia e aos processos de acção em grupo?, nos enriqueceu a humana viagem a caminho do ocidente, ande por agora longe ou perto o cabo de finisterra. Guardo, guardamos dele as estórias, os dizeres certeiros, o humor terno e corrosivo, as manifestações satíricas (acima de tudo em matérias da política fátua e primária, dos costumes e taras sociais), os repentes de uma espécie de ira furtando-se ao rancor, a vastíssima gama dos instantes de amenidade, bonomia, inquietação com as nossas saúdes (Cuida de ti, ouvia eu, ouvíamos, a expressão contristada), regalos - regalos, sim, basta que recordemos as ofertas de pequenas preciosidades sem porquê -, o riso agregador, o instinto solidário diante dos injustiçados. Uso um vocábulo que enuncia na perfeição o seu apego irredutível à ideia de Justiça, à liberdade, jamais instrumental, ao humanismo dos elos decisivos.
O Correia Tavares, José Correia de Jesus Tavares
(desculpa, chamava-te Zé, apenas uma sílaba, uma sílaba sem igual, e tu preferiste o Zé Manel logo no início, só os muito íntimos me tratam dessa maneira, verás porque recorro ao teu nome por extenso), foi sempre um cidadão íntegro, que não confundiu nem tolerou que tentassem confundi-lo, e um poeta singularíssimo, como os seus apurados livros demonstram. Aí estão, com prefácios de autores por si convidados na base do apreço e da gratulação, a par da qualidade de leitura, uma instância regulada à margem dos cálculos comerciais ou do elogio fácil. Estão, constituem proeminência e resíduo do que em si se achava esculpido no magma essencial. Faltam alguns, que concluíra, o último dos quais (magnífico a avaliar pelas quadras que me leu ao telefone nas duas semanas antes do acidente vascular) volvia às incisões de uma atmosfera rememorativa, genealógica, familiar, presente no belíssimo Velhos são os caminhos, fala-verso da mãe nonagenária e sem estudos, com relevo para o amor a Maria José, amor-raiz, amor no absoluto, na partilha e interdependência, Maria José que há uma semana perdemos, e à querida Natércia, querida de seu pai, por mim, por nós querida, que agora abraço em pleno enlace de dor e afectividade.
O José Correia Tavares radicará doravante, vivido o luto, no melhor que, iluminados pelo seu percurso, empreendermos. Ele teve sempre uma Casa de duas folhagens, aquela em que morava, ali à Junqueira, e a APE. Não saberemos agradecer-lhe o legado imenso distantes das lições da sua vida. Ser-lhe-emos um prolongamento plural. E comovidamente adstrito. Até breve: até logo, até amanhã, dilecto amigo.

José Manuel Mendes


(Este texto foi lido por Luís Machado no funeral, uma vez que o presidente se encontrava à mesma hora em Amarante, em nome da APE, no acto de entrega do Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes)
Quadras de José Correia Tavares escolhidas e lidas pela filha Natércia Tavares
                  
Apesar do que se passa,
Não chores, ri outra vez,
Quando a vista fica baça,
Nós perdemos lucidez.

Entre chegada e partida,
Alegrias e tristezas,
No bolo da minha vida,
Todas as velas acesas.

Recuso qualquer prebenda,
Meu peso em ouro de lei,
Não esperem que me renda,
Pois isso nunca farei.

Digo nesta redondilha,
Sem ela me ser pedida,
Que mãe e mulher e filha
As paixões da minha vida.

Tu chama, eu sou a vela,
Num altar inominado,
Sem esta não há aquela,
Dar luz juntos, nosso fado.

Embora ao longo da vida
Tenha tido alguns amores,
Bandeira, na despedida,
Só quero a dos Escritores.

Mãos dadas à minha volta,
Quando partir, rumo aos céus,
Eu preciso duma escolta,
Para me encontrar com Deus.

Somos nós, a escolta de José Correia Tavares.
Grande Poeta, Homem excepcional… e pai da Natércia.

     Muito Obrigada!
(1921-2018)
A Associação Portuguesa de Escritores evoca Natália Nunes, com profundo apreço e saudade, lembrando a sua obra de admirável narradora e ensaísta bem como, entre as suas acções de cidadã empenhada, tudo quanto fez, nas horas difíceis, para que esta Casa nascesse e se consolidasse.

A Direcção
Abertura do Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes APE/C. M. de Amarante
O Prémio destina-se a Obras Completas de Poesia ou Antologias Poéticas de autor
Prazo termina no dia 27 de Abril

Consulte o regulamento aqui

PAULO MOURA VENCE A 1.ª EDIÇÃO DO
GRANDE PRÉMIO DE LITERATURA DE VIAGENS MARIA ONDINA BRAGA APE/C.M. DE BRAGA


Um júri, coordenado por José Manuel Mendes, constituído por António Mega Ferreira, Guilherme d’Oliveira Martins e Helena Vasconcelos atribuiu, por unanimidade, o Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga ao livro Extremo Ocidental - Uma Viagem de Moto pela Costa Portuguesa, de Caminha a Monte Gordo, de Paulo Moura (Elsinore).

Na acta o júri consta: “…Extremo Ocidental de Paulo Moura resulta pelas suas características singulares - a viagem como redescoberta do próprio país - e pela sobriedade encantatória da sua escrita.”

Nesta 1.ª edição da Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Braga, concorreram, as obras saídas no ano de 2016, e a título excepcional, 2015.

O valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de € 12.500,00.

A cerimónia de entrega do prémio será anunciada oportunamente.
GRANDE PRÉMIO DE ENSAIO EDUARDO PRADO APE/C.M. VILA NOVA DE FAMALICÃO
ABERTURA DE CONCURSO - Prazo de entrega até 27 de Abril


Encontra-se aberto o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o alto patrocínio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. A presente edição destina-se a galardoar anualmente uma obra de ensaio literário, em português e de autor português, publicada em livro, em primeira edição, no ano de 2017.
MÁRIO CLÁUDIO VENCE
O GRANDE PRÉMIO DE CRÓNICA E DISPERSOS LITERÁRIOS
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESCRITORES/CÂMARA MUNICIPAL DE LOULÉ 
Um júri constituído por Cândido Oliveira Martins, Carina Infante do Carmo e Carlos Albino Guerreiro, decidiu por unanimidade, atribuir o Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários APE/C.M. de Loulé ao livro A Alma Vagueante, de Mário Cláudio (Minotauro).

Da acta destaca-se: “…a brilhante qualidade da sua escrita; o enorme poder de sugestão dos perfis delineados; e a singularidade de serem crónicas sobre personalidades merecedoras de homenagem, enquanto relevantes criadores da cultura portuguesa.”

Nesta 3.ª edição do Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da C. M. de Loulé, concorreram obras publicadas em 2017. Foram já distinguidos os autores José Tolentino Mendonça e Rui Cardoso Martins

O valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de € 10.000,00 (dez mil euros).

A cerimónia de entrega do prémio terá lugar no Dia do Municipio, na manhã de 10 de Maio, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Loulé.
Abertura do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco APE/C. M. de Vila Nova de Famalicão
Destina-se a galardoar anualmente uma obra em português, de autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro em 1.ª edição no ano de 2017.
Candidatura até ao dia 25 de Maio.
Consulte o regulamento aqui

Júlio Pomar
(1926-2018)
Sócio Honorário da APE
PE
Fernando Bento/2009
Transcrição do telegrama do Presidente da Direcção à família de Júlio Pomar:

José Manuel Mendes, por si e enquanto Presidente da Associação Portuguesa de Escritores, exprime o seu sofrido pesar pela morte do sócio e inesquecível Amigo Júlio Pomar, figura cimeira da cultura portuguesa, abraçando os familiares e próximos, com emoção, neste transe de dor.
                                                                               CONVOCATÓRIA


Nos termos do n.º 1 do Artigo 20.º dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral Ordinária da Associação Portuguesa de Escritores para as 16h00 do dia 28 de Maio de 2018, na Sede em Lisboa (Rua de São Domingos à Lapa, 17), com a seguinte Ordem de Trabalhos:

Apresentação, discussão e votação do Relatório e Contas de 2017 e do respectivo Parecer do Conselho Fiscal;

Outros assuntos de interesse associativo.

Não estando presente metade dos sócios efectivos, reunir-se-á a Assembleia uma hora depois, com os sócios presentes, nos termos do n.º 2 do Artigo 25.º dos Estatutos.

Lisboa, 19 de Abril de 2018

                                                  O Presidente da Mesa da Assembleia Geral,
                                                                        
                                                                                    Mário Cláudio
Albano Martins (1930 - 2018)
Sentida Homenagem
Associação Portuguesa de Escritores
Desenvolvido por: Joaquim Trindade
© 2010 - 2018, APE - Associação Portuguesa de Escritores