📅 12 de Março 2026
Mário Zambujal (1939-2026)
Com a morte de Mário Zambujal, escritor e jornalista que sempre fez do viver gregário húmus da sua inventiva, de uma escrita peculiar até na aparência de singeleza, da ética e deontologia do seu percurso, a APE perde mais do que um sócio, perde um amigo. Condolente, aqui exprime o pesar de todos à família, aos companheiros, leitores e mais íntimos companheiros de jornada.
📅 5 de Março 2026
António Lobo Antunes (1942-2026)
📅 20 de Janeiro 2026
Maria Alzira Seixo (1941-2026)
É com sentida mágoa que a APE partilha a notícia de falecimento de Maria Alzira Seixo, sua associada e, tantas vezes colaboradora.
Académica da mais rara estirpe, deixa, a par das memórias de uma vida nunca à margem dos apelos, contingências e iniciativas da Sociedade – em particular nos domínios da Literatura, uma obra inconfundível. Na Teoria como no Ensaísmo, nas alocuções de invulgar finura circunstâncias públicas a um legado poético que urge reencontrar, Maria Alzira Seixo foi sempre uma presença a implicar a projecção e o aprofundar do conhecimento, a exigência e uma prática capaz de antecipar futuros.
À família e aos amigos, neste transe doloroso, a APE exprime todo o pesar e solidariedade.
A Direcção
CONVOCATÓRIA
Nos termos do n.º 1 do Artigo 20.º dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral Ordinária da Associação Portuguesa de Escritores para as 15h00 do dia 17 de Março de 2026, na Sede em Lisboa (Rua de São Domingos à Lapa, 17), com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Apresentação, discussão e votação do Relatório e Contas de 2025 e do respectivo Parecer do Conselho Fiscal;
2. Outros assuntos de interesse associativo.
Não estando presente metade dos sócios efectivos, reunir-se-á a Assembleia uma hora depois, com os sócios presentes, nos termos do n.º 2 do Artigo 25.º dos Estatutos.
Lisboa, 24 de Fevereiro de 2026
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral,
(Mário Cláudio)
Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga APE | CM de Coimbra
📅 23 de Março 2026
Abertura de Concurso - Prazo de entrega de candidaturas: 17 de Abril de 2026
Encontra-se aberta a 6.ª edição do Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores, com o patrocínio da Câmara Municipal de Coimbra.
Este prémio, no valor de € 12.500,00, destina-se a galardoar anualmente, nos domínios da biografia, autobiografia, fotobiografias, diário e memórias, uma obra em português, de autor português, publicada em livro e em primeira edição no ano 2025.
Para efeito de candidatura, deverão ser enviados ou entregues cinco exemplares de cada obra para a sede da APE.
O regulamento para consulta pode ser consultado aqui
Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca | Câmara Municipal da Cascais | Fundação D. Luís I
📅 20 de Março 2026
Abertura de Concurso - Prazo de entrega de candidaturas: 17 de Abril de 2026
A Associação Portuguesa de Escritores comunica a abertura da 4.ª edição do Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca, com o patrocínio da Câmara Municipal de Cascais e da Fundação D. Luís I, encontrando-se o prazo para apresentação de candidaturas aberto até ao dia 17 de Abril de 2026.
O Grande Prémio, no valor de € 12.500,00, distinguir anualmente uma obra de contos, escrita em língua portuguesa, publicada em 1.ª edição durante o ano de 2025. Não são admitidas a concurso obras póstumas nem obras de índole infanto-juvenil.
Para efeito de candidatura, deverão ser enviados ou entregues cinco exemplares de cada obra para a sede da APE.
Regulamento disponível para consulta aqui
Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga APE | CM de Braga
📅 27 de Fevereiro 2026
Abertura de Concurso — 9.ª edição
A Associação Portuguesa de Escritores anuncia a abertura da 9.ª edição do Grande Prémio de Literatura Viagens Maria Ondina Braga, com o patrocínio da Câmara Municipal de Braga.
O Grande Prémio, no valor de € 12.500,00, destina-se a galardoar, anualmente, um livro de literatura de viagens, em português e de autor português.
Podem concorrer obras publicadas em 1.ª edição no ano de 2025, devendo ser enviados ou entregues cincos exemplares de cada título até ao dia 19 de Março de 2026, de acordo com o regulamento em vigor.
Regulamento disponível para consulta aqui
📅 8 de Abril 2026
JOSÉ CARDOSO PIRES – O DELFIM NO CINEMA
A Associação Portuguesa de Escritores homenageou José Cardoso Pires, num primeiro momento e no âmbito do seu centenário do nascimento, com a reposição de uma das obras cinematográficas que tiveram origem em livros que publicou.
Assim, no dia 15 de Abril, pelas 18h00, foi exibido, em sessão coordenada por Luís Machado, na Biblioteca Palácio Galveias, o filme de Fernando Lopes, O Delfim, comentado por José Manuel Mendes.
No contexto da celebração, uma segunda realização, terá lugar, tal como o romance original, a dia 1 de Julho, também às 18h00 e no mesmo local, uma conferência a cargo da Professora Doutora Paula Morão, que analisará a bibliografia do Escritor.
©Fernando Bento
Dia Mundial da Língua Portuguesa
📅 15 de Abril 2026
CONVITE
O Presidente da Academia das Ciências de Lisboa, o Presidente da Academia Brasileira de Letras, a Presidente do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua e o Diretor Executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, convidam para a celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa, que decorrerá no Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa no dia 5 de maio de 2026, a partir das 15H, conforme programa.
📅 7 de Maio 2026
A Associação Portuguesa de Escritores exprime o seu sentido pesar pela morte de Carlos Brito, um autor cuja obra percorre diferentes géneros e, de forma peculiar, se distingue por uma poesia que agrega registos líricos e memorialismo, crónica dos combates pela liberdade e pela democracia, o ensaísmo político e uma estética aberta à renovação das formas.
Carlos Brito, nosso sócio, partilhou sempre, em Lisboa ou nos anos de Alcoutim, as iniciativas assumidas no âmbito de uma Casa que sempre prezou.
À família e aos amigos, nesta hora de partida e luto, a Direcção leva um abraço condolente.
DANIEL JONAS
VENCE GRANDE PRÉMIO DE CRÓNICA E DISPERSOS LITERÁRIOS
O júri do Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários APE|Câmara Municipal de Loulé, coordenado por José Manuel Mendes e constituído por Carlos Albino Guerreiro, Isabel Cristina Mateus e José Carlos Seabra Pereira, deliberou, por unanimidade, atribuir o galardão à obra A justa desproporção (Companhia das Letras), da autoria de Daniel Jonas.
O júri fundamentou a sua escolha nos seguintes termos:
«…O júri decidiu, por unanimidade, distinguir A justa desproporção, de Daniel Jonas, pelo olhar atento, pessoalíssimo e minucioso a tudo aquilo que vem à rede dos dias, gestos, vozes, expressões, lugares, canções, livros, filmes ou programas televisivos. Mas também pelo saboroso modo de pensar o mundo e a linguagem, de interrogar, com humor e ironia, frases feitas ou desmontar o funcionamento da língua; pelo charme discreto de convocar outros autores e misturar diferentes registos e sonoridades, de Buñuel e Truffaut de Shakespeare e Dante a Dylan e Rui Reininho, passando pela música country, pelo soul e pela música electrónica de Jean Michel Jarre.
As crónicas de A justa desproporção combinam temas e referências diversas, da astrologia às artes e gastronomia, desafiando rotinas, “lugares-comuns, a justa proporção” dos dias. Se este desvio ou desconformidade cativa o leitor, ele não deixa de igualmente o provocar e lhe desarrumar o pensamento.»
O Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Loulé, destina-se a galardoar anualmente uma obra em português, de autor português, publicada em livro e em primeira edição em Portugal, no ano de 2025. Na presente edição, o valor monetário deste galardão para o autor distinguido é de 15.000 mil euros.
A cerimónia de entrega do prémio decorrerá no Dia do Município de Loulé, no próximo dia 14 de Maio.
O Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários distinguiu ao longo das suas 11.ª edições os autores José Tolentino Mendonça, Rui Cardoso Martins, Mário Cláudio, Pedro Mexia, Mário de Carvalho, Lídia Jorge, José Eduardo Agualusa, Miguel Esteves Cardoso, Dulce Maria Cardoso e Helder Macedo.
📅 28 de Abril 2026
Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários APE | CM de Loulé
📅 14 de Maio 2026
Cerimónia de entrega do Prémio

Nota Biográfica
Daniel Jonas nasceu no Porto, em 1973. Tem publicado sobretudo poesia, destacando-se obras galardoadas como Sonótono (Prémio PEN Poesia), Nó (Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes), Oblívio (Grande Prémio de Literatura DST) ou Cães de chuva (Prémio Literário Fundação Inês de Castro). Com Passageiro frequente, foi um dos sete poetas europeus nomeados para o Prémio Europeu da Liberdade, atribuído pela cidade de Gdánsk. O conjunto da sua obra mereceu o Prémio David Mourão-Ferreira/Cátedra Aldo Moro da Universidade de Bari. Como dramaturgo, escreveu as peças Nenhures, Estocolmo, Reféns e o libreto Still Frank. É um dos mais relevantes tradutores literários da língua portuguesa, dedicando-se a autores como Shakespeare, Milton, Pirandello, Huysmans, Dickens ou Wordsworth. A sua tradução de Contos de Cantuária, de Chaucer, recebeu o Grande Prémio de Tradução Literária APT/SPA. Doutorou-se em Teoria da Literatura pela Universidade de Lisboa. Lecciona nos ensinos básico e universitário. A justa desproporção é o seu primeiro livro em prosa.
Fonte: https://penguinlivros.pt/autores/daniel-jonas-2/
📅 19 de Janeiro 2026
Abertura de Concurso — 11.ª edição
A Associação Portuguesa de Escritores anuncia a abertura da 11.ª edição do Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários APE | CM de Loulé.
O Grande Prémio, no valor de € 15.000,00, destina-se a distinguir, anualmente, um livro nos domínios da crónica ou dos dispersos literários reunidos em volume, em língua portuguesa, de autor português.
Podem concorrer obras publicadas em 1.ª edição no ano de 2025, devendo ser enviados ou entregues cinco exemplares de cada título até ao dia 13 de Fevereiro de 2026, de acordo com o regulamento em vigor.
Regulamento disponível para consulta aqui
Grande Prémio de Poesia António Ramos Rosa APE | CM de Faro
📅 13 de Maio 2026
Cerimónia de entrega do Prémio
📅 27 de Abril 2026
FERNANDO ESTEVES PINTO
VENCE GRANDE PRÉMIO DE POESIA ANTÓNIO RAMOS ROSA
O júri do Grande Prémio de Poesia António Ramos Rosa APE | Município de Faro, coordenado por José Manuel Mendes e constituído por Ana Isabel Soares, Cândido Oliveira Martins e Manuel Frias Martins, deliberou, por unanimidade, atribuir o galardão à obra Queda tão leve de tudo (Húmus), da autoria de Fernando Esteves Pinto.
O júri fundamentou a sua escolha nos seguintes termos:
«…O prémio corresponde ao reconhecimento do furor ensaístico dos versos de Esteves Pinto, que persiste na procura filosófica do que, nas palavras do poeta, “se afigura revelação e sabedoria”. O livro agora distinguido sistematiza uma arte poética enquanto lugar de questionamento do pensamento humano, através de formulações em que se articulam o “medo” e a “profunda consciência” da possibilidade de “[escrever] no ar / as leis naturais do equilíbrio”. Se, no verso de António Ramos Rosa, “[a] construção do poema é a construção do mundo”, o mundo mental edificado por Fernando Esteves Pinto revela simultaneamente a fissura e a potência dessa construção.»
O Grande Prémio de Poesia António Ramos Rosa, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores, com o patrocínio da Câmara Municipal de Faro, destina-se a distinguir anualmente uma obra de poesia, em língua portuguesa, publicada integralmente e em primeira edição.
Nesta 3.ª edição foram admitidas a concurso 65 obras publicadas em 2025.
O prémio tem o valor pecuniário de 12.500 euros.
A data da cerimónia de entrega, a realizar em Faro, será oportunamente anunciada

Nota Biográfica
Fernando Esteves Pinto nasceu em Cascais, em 1961. Publicou, entre outros, Na Escrita e no Rosto (poesia) – Prémio Inasset Revelação de Poesia do Centro Nacional de Cultura; Conversas Terminais (romance) – Bolsa de Criação Literária pelo Ministério da Cultura; Brutal (romance); O Carteiro de Fernando Pessoa (romance); A Caverna de Deus (romance) – Prémio Literário Cidade de Almada; Área Afectada (poesia); Arte Humana (poesia). É co-fundador do projecto literário LÓGOS – Biblioteca do Tempo.
📅 20 de Janeiro 2026
Abertura de Concurso — 3.ª edição
A Associação Portuguesa de Escritores anuncia a abertura da 3.ª edição do Grande Prémio de Poesia António Ramos Rosa APE|CM de Faro.
O Grande Prémio, no valor de € 12.500,00, destina-se a galardoar, anualmente, um livro de poesia, em português. Não são aceites obras póstumas, antologias nem obras completas ou e-books.
Podem concorrer obras publicadas em 1.ª edição no ano de 2025, devendo ser enviados ou entregues seis exemplares de cada título até ao dia 13 de Fevereiro de 2026, de acordo com o regulamento em vigor.
Regulamento disponível para consulta aqui
📅 30 de Maio 2026
Manuel de Lima Bastos (1940-2026)
Com denso pesar, a Associação Portuguesa de Escritores dá conta aos associados da morte de Manuel de Lima Bastos, seu Sócio Honorário e, em múltiplas frentes, Amigo sem interrupções ou cálculos.
Advogado e Escritor, cidadão que assumiu desde a ditadura todos os caminhos e vicissitudes de construção da liberdade e uma sociedade democrática, tornou-se, na rota dos anos, um companheiro incomum da obra de Aquilino Ribeiro, referência medular de vários dos seus livros. Publicou também reconhecidos títulos de ficção, poesia e memória, segundo um modo avesso a traços auto-promocionais ou de mundanidade vã.
Manuel de Lima Bastos, figura exemplar de companheiro leal e solidário, doou, sobretudo nos últimos anos, obras de invulgar valia à Biblioteca sitiada em São Domingos à Lapa, na Sede onde tem uma placa com o seu nome na Sala Aquilino Ribeiro.
À família e aos amigos, a APE exprime um profundo sentimento de mágoa e condolência.
📅 15 de Maio 2026
João Abel Manta (1928-2026)
A Associação Portuguesa de Escritores exprime sentida mágoa pelo falecimento de João Abel Manta, seu Sócio Honorário, figura nuclear das artes pictóricas, do desenho, da caricatura, bem como Arquitecto referencial, num tempo de resistência e júbilo democráticos. O seu modo inigualável deu sempre voz, a um pensamento crítico no olhar a realidade, as pessoas, as condutas humanas e sociais. Amigo de escritores que são elevada memória da segunda metade do último século e identificação do presente, leitor raro, personalidade que – na esteira dos antecessores na família – assumiu o culto dos grande princípios e valores ético-políticos, deixa-nos um legado com raízes no futuro.
À família e aos amigos, neste transe rude, leva a APE o abraço condolente da Direcção e, através dela, dos seus associados.